SANEAMENTO

Embora o assunto possa parecer básico, há muitas dúvidas sobre novos produtos, como eliminar certas doenças e como limpar efetivamente em ambientes de abrigo.

Qual é a diferença entre higienização, limpeza, desinfecção e esterilização? 

Higienizar é a prática de eliminar o máximo de organismos infecciosos possível. Na maioria dos abrigos, o saneamento é realizado por meio da limpeza e desinfecção. A limpeza é um processo manual que envolve remoção de sujeira e detritos orgânicos. Exemplos de limpeza incluem varrer o chão, tirar o lixo, remover as fezes dos animais e esfregar canis com água e sabão, por mais que seja uma etapa muito importante, não mata organismos infecciosos, apenas remove ou diminui sua presença.
Desinfetar é usar soluções capazes de matar ou destruir os patógenos que não foram removidos no processo de limpeza. Existem alguns desinfetantes, como a classe de amônio quaternário, que são capazes de atuar simultaneamente como ambos, agentes de limpeza e desinfetantes.
Esterilizar é o processo de eliminação de todos os microrganismos de superfícies inanimadas. A esterilização em autoclave / instrumentos neutros é um exemplo de esterilização.

  • Alvejante, produtos de amônio quaternário, e peroximonosulfato de potássio (Virkon-S) são exemplos de desinfetantes comuns em abrigos.

 

O que posso fazer a respeito da Cinomose? 

A cinomose canina é uma enfermidade infectocontagiosa causada por um RNA vírus do gênero Morbillivirus. De relevância mundial é considerada como a segunda principal causa de morte entre os cães dentre as doenças infecciosas, perdendo apenas para a raiva. Com alta capacidade imunossupressora o vírus leva à doença neurológica e sistêmica graves. Acomete principalmente cães não vacinados ou submetidos a vacinas com doses incompletas, colostro materno com título baixo de anticorpos ou sem título, imunossupressão e histórico de contato com animais infectados. A transmissão viral ocorre por aerossóis e gotículas infectantes provenientes de excreções e secreções corpóreas dos animais infectados. Uma resposta imunológica deficiente leva o animal a apresentar manifestações clínicas caracterizadas por distúrbios gastroentéricos, oftalmológicos, dermatológicos, respiratórios e neurológicos.
Atualmente, vacinas contra o vírus da cinomose estão presentes no mercado, porém possuem eficácia limitada, uma vez que mesmo animais vacinados podem desenvolver a doença, portanto, uma desinfecção do ambiente para evitar que os animais adquiram o vírus é de extrema importância.
O produto Virkon S tem eficácia comprovada contra o Morbilivírus, assim como muitos outros vírus que são comuns em locais com grande presença de animais, sendo uma excelente escolha como forma de profilaxia. 

 

E quanto à segurança das pessoas, os desinfetantes para as mãos realmente funcionam?

A higiene adequada das mãos é reconhecida como a melhor maneira de impedir a propagação de doenças infecciosas. No entanto, estudos mostram que em instalações de saúde, as mãos só são lavadas de forma adequada cerca de 25-50% do tempo.

Principalmente em abrigos de animais, motivos para a má higiene das mãos incluem falta de tempo e instalações inconvenientes. Desinfetantes para as mãos certamente parecem uma solução prática, mas eles realmente funcionam?  De fato eles reduzem a transmissão de doenças infecciosas. Em um estudo comparando a lavagem das mãos com álcool e com géis de clorexidina-álcool para redução de cargas bacterianas, o uso dos géis era equivalente ou superior à lavagem das mãos. No entanto, desinfetantes para as mãos têm algumas limitações: não mata micose, parvo ou calicivírus. Para trabalhar adequadamente, desinfetantes devem ser selecionados e usados corretamente. Produtos à base de álcool com concentrações acima de 60 por cento são recomendados para melhor eficácia, já os sem álcool devem geralmente evitados, pois além de ser menos confiáveis contra calicivírus, alguns dos esses produtos contêm compostos como fenóis (Triclosan) que podem ser prejudiciais em altas concentrações. 

 

  • Para usar o desinfetante corretamente, aplique uma quantidade do tamanho de um quarto na palma da mão, aplique o desinfetante nas pontas dos dedos da mão oposta, repita com a mão oposta e esfregue vigorosamente até que seque sem enxaguar.

 

  • A lavagem é crítica para o controle de doenças infecciosas. Desinfetantes para as mãos à base de álcool devem ser considerados um complemento importante para o uso de luvas descartáveis.

 

  • O saneamento no abrigo de animais e em outros locais da área da saúde é podem salvar vidas. Pequenos pedaços de desinformação ou falhas nos protocolos são frequentemente a raiz de problemas sérios como doenças infecciosas.

 

O VIRKON S

Em ambientes de alto risco de transmissão de doenças, é difícil garantir uma biossegurança efetiva. O uso do Virkon®️ S é fundamental para limpeza e desinfecção de superfícies e equipamentos, como forma efetiva de prevenção da disseminação de doenças e pode ser feito mesmo na presença de animais, pois é amigável para o homem, animais e meio ambiente.

Virkon®️ S é um sistema oxidante poderoso que utiliza uma mistura equilibrada de compostos de peroxigênio. É não fenólico, não contém aldeídos e à uma diluição de 1% não é irritante para a pele e os olhos e não deixa resíduos no meio ambiente.

Mesmo depois de diluído permanece com aproximadamente 100% da potência de ação por 7 dias, ainda sendo eficaz contra mais de 400 bactérias, 100 fungos e 100 vírus, incluindo o vírus da Leucemia Felina, o vírus da Parvovirose Canina, o vírus da Cinomose, Leptospirose e muitos outros. 

 

Entre em contato para saber mais sobre o Virkon S e os outros produtos presentes no catálogo da Inovet.

 

REFERÊNCIAS

“Sanitation Sanity,” Animal Sheltering 2010-12: Vol. 2011 : No. 3 , Article 8.

Available at: https://www.wellbeingintlstudiesrepository.org/animshel/vol2011/iss3/8

 

DE BARROS PORTELA, Vanessa Alessandra; DE LIMA, Thais Melquiades; MAIA, Rita de Cássia Carvalho. Cinomose canina: revisão de literatura. Medicina Veterinária (UFRPE), v. 11, n. 3, p. 162-171, 2017.

 

FREITAS, Thainã Carine de. Cinomose: Relato de caso. 2017.